Coisas que tens de saber antes de morrer

01 - O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck.
02 - Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram $ 40.000 tirando uma azeitona de cada salada.
03 - Uma girafa pode limpar as suas próprias orelhas com a língua.
04 - Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos que enterram nozes e não se lembram onde estão escondidas.
05 - Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.
06 - As formigas espreguiçam-se de manhã quando acordam.
07 - As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.
08 - O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.
09 - Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a própria língua.
10 - Só um alimento não se deteriora: o mel.
11 - Os golfinhos dormem com um olho aberto.
12 - Um terço de todos os gelados vendidos no mundo têm baunilha.
13 - As unhas das mãos crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as unhas dos pés.
14 - O olho da avestruz é maior do que o seu cérebro.
15 - Os destros vivem, em média, mais nove anos que os canhotos.
16 - O "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.
17 - O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
18 - É impossível espirrar com os olhos abertos.
19 - "J" é a única letra que não aparece na tabela periódica.
20 - Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.
21 - Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente de um espelho.
22 - Rir durante o dia faz com que durmas melhor à noite.
23 - Aproximadamente 90% das pessoas que lêem esta lista, tentam lamber o cotovelo!!!

Poeta pseudo-moderno

fumo um cigarro porque a sua essência é etérea como o fumo.
travo em álcool pois, como sabes, a vida é acre como vodka.
deito-me no cansaço e espero pelo próximo dia,
esqueço-me das palavras porque a vida é efémera com os anos.
e enfim...
desce o dia,
a lua já la vem
a noite é longa
o teu nome ainda não o sei.
é certo que tudo vai começar,
certo será tudo já acabar,
em certeza tudo volta,
finda, cessa...
é certo que tudo vai começar,
na horizontal te vejo,
por certo será me apaixonar, por ti
anjo, pétala
adormeço em meu sono de ressaca,
e de manhã já não estás.

Um texto qualquer



Hoje tive medo...
medo de qualquer coisa, não sei.
De ti.
De mim.
De te perder.
De te perder.
De te perder...
não sei.
Acordei com uma vontade sôfrega de te ver.
Hoje o vento é um tufão e de tão pequena que és,
tenho medo que te tenha arrancado pela raiz.
Um sonho estranho, hoje.
Estavas alagada e tudo estava inundado à tua volta...
escombros e sujidade por todo o lado...
e eu com medo de te perder,
de te perder...
não sei.
Um sonho estranho hoje.
Algas no meio da cidade submersa que um dia será descoberta.
Qual Babilónia perdida.
Quais fantasmas em casas antigas...
e eu com medo de te perder,
de te perder...
não sei.
Com receio que não lutes por vir ao de cima,
com medo que não tenhas os óculos de natação.
Porque se fosse eu, juro que não me encontrava.
Não consigo abrir os olhos dentro de água.
O salgado diz que arde e arranha.
Mas não te preocupes. Eu tenho os meus.
Sou os teus olhos, a tua bóia, o teu colete.
Os meus olhos, uma ostra encontrada. E tu, a pérola dentro deles;
a mais valiosa coisa alguma vez encontrada depois destas cheias que nos moem o juízo...
e eu com medo de te perder,
de te perder...
eu sei.

Caramba... calco sempre um...



"O Tempo está a mudar", caro leitor.
Era esta a frase que todos estávamos habituados a ouvir das bocas dos mais velhos.
E está a estender-se por todas as gerações.
Deixou de ser uma expressão para meter conversa quando não há nada para se dizer, para um tema de debate mais apurado.
Mas o que mais me intriga neste tema é um outro tema ainda.
Depois de realmente ter deparado com a modificação do tempo, deparo-me que os nossos molengas andam mais saídos das cascas.
Caracóis!!!
Caramba, não há um único dia de chuva em que não calque algum.
Eles andam aí... e quem tem remorsos após calcar algum, como eu, que se trate.
Podemos não matar, mas o remorso continua. Se não o matámos, sabemos apenas que aquele ficou sem casa. Vagabundo que em tempo de chuva não resiste muito tempo. E com esse desastre, tão de repente, também não vale a pena pedir conselhos a alguma lesma que passe pelo caminho.
Isto com o Tempo a mudar, também é possível que com o tempo mude a expressão mítica que nos ensinam quando miúdos… “caracol, caracol põe os corninhos ao sol”… e quem nos ensina, sabe que eles não se põem quando lhes pedimos. Menos nós que vamos tentando, com essa lenga-lenga, chatear o pobre animal.
Mas nos dias de chuva tudo é mais fácil. E tudo também é mais difícil.
Fácil para nós que os vemos de corninhos à chuva, mas que infelizmente a lenga-lenga não rima “caracol, caracol, põe os corninhos à chuva; e difícil para eles, com medo de serem pisados.
O Tempo muda e a expressão para os caracóis também.
Alguém com vontade de ajudar os nossos amigos caracóis? É preciso uma nova expressão para por os corninhos deles ao sol. Que os incentivasse a tal proeza. Mas sem os chatear muito.

Ah! E não os pisem…

Sara-me!


Era uma noite como as outras.
Como as outras
Um copo e uma passa.
Dois copos e várias passas.
Os copos precisos para que a casa se torne a cama da ressaca (já lá não estás e ao mesmo tempo também aqui estou).
Umas entradas de salgados que não passam disso mesmo e, por incrível que pareça, não matam a minha fome (eu não digo qual é).
Desde que partiste (e que deus te tenha), há realmente noites como tantas outras. Há realmente as mesmas pessoas em tantas outras noites e parece que vestem a camisola do mesmo sítio a vida inteira. Há pessoas que nascem num sítio, vivem numa única rua, frequentam o que ela lhes dá e recusam-se a mudar.
Parámos no tempo de um cansaço de mudança.
E o dono desta espelunca continua a ser comunista, como se amanhã houvesse a revolução.
- O meu dinheiro é meu e o seu dinheiro é seu. Não confunda Sr. José.
- Deves-me €20, miúdo. O teu dinheiro é meu.
Ouve-se uma gargalhada ao fundo do balcão. Um vulto na sombra. Uma figura em contra-luz.
Uma gargalhada como que cheia de amendoins salgados e um gole de cerveja morta. Entalada. Olho de soslaio. Detesto gargalhadas daquelas que sabemos que nos ouvem a conversa e não sabem conter-se.
- Sr. José, esta semana sem falta. Está prometido.
- O que é teu é meu e o que é meu é teu! - Exclamas, confrontas-me. (Penso. Ao Sr. José não. É já demasiado velho).
A minha vizinha da frente. Andreia.
Tinha chegado de Paris, há poucos dias.
A vizinha de sonho de qualquer homem solitário. Como nos filmes. Daqueles que nós a conhecemos e ela nem sabe que existimos. Daqueles que só nós apenas sabemos o nome e ela não sabe o nosso.
Aquela que me fazia companhia em tempo de céu limpo.
A câmara de filmar ligada junto à janela com extensão ligada à TV e eu no sofá a observar.
Os binóculos são para os mirones e eu era novo demais para usar coisas à moda antiga.
Guardo isto para mim. Que ninguém saiba.
Mas há coisas que mudam e nessa altura era a revolução após-o-cravo. E eu só não queria estar sozinho.
Nesta penumbra, e depois dos meus olhos terem colidido com os teus, era nisto que pensava.
O corpo gelado e envolvido em betão armado, era assim que me sentia depois deste silêncio de olhares, depois deste jogo entre berlindes.
Como sempre, não consigo chegar ao fim do embate dos teus. Ao embate do teu corpo contra o meu.
Chegando-te junto a mim, apresentas-te. Eu, como é óbvio e tentando disfarçar, admiro-te por conhecer-te e seres a primeira Andreia a entrar na minha vida.
Conversamos sobre coisas de forma cambaleante. O álcool já nos toca, assim como as nossas mãos à medida que nos vamos lembrando de coisas para serem contadas.
Eram já 03h00 da manhã este tempo que nos acompanhava.
Há momentos em que nos sentimos inúteis e com o álcool era só o que sentia.
Mesmo com o álcool no sangue, no coração, no meu cérebro, na minha memória e com jeitos de te apagar de vez, sim, porque é impossível voltares, era em ti em quem pensava.
Cinco anos de namoro e três meses de casamento e tudo tinha que findar com Jesus a querer-te como braço direito. Assim diz a minha avó em conversas e silêncios.
Qualquer rosto, qualquer corpo se transforma no teu. E eu não posso apagar-te com qualquer outro lençol. Nenhuma me dá o teu cheiro. A tua mão. O teu calor. Os teus pés frios junto aos meus e que eu, sem querer, os aquecia para que os meus ficassem com o teu frio até ao acordar.
Sara!
Eras a Sara que sara e agora fere.
Perdi-me agora neste rosto desconhecido. Desconhecido ao perto. Conhecido ao longe. Sem câmaras e sem binóculos, perco-me. Em ti. Na Sara. Já não te ouço. Já não me ouves. Deve ser da vodka, penso.
E como que por magia já estávamos em minha casa.
Na sala. Eu. Nu.
E tu, acabada de chegar do WC.
Engraçado esta necessidade das mulheres terem que ir ao WC logo depois de se fazerem coisas boas. Ou, às vezes, coisas não tão boas.
Ao passar por mim despenteias-me e beijas-me a testa como sinal de respeito, talvez, mas mais como forma de despedida.
Eu, sentado de corpo gelado e envolvido em betão armado, nem sabia como reagir, não queria acreditar que te tive nem queria acreditar que te fosses.
- Era muito bonita! Lamento muito! – Dizes, vais-te.
Eu, de cara tombada envolto em lágrimas que escorriam em bica qual tempo de chuva ou de temporal, murmuro qualquer coisa insignificante.
A TV passa o nosso único vídeo juntos. O nosso, meu amor. Uma viagem a São Petersburgo, a cidade das noites brancas (como no livro). Na mesa da sala, o preservativo ainda por abrir… e eu com saudades de te ter, e eu com a certeza que nunca terei outra pessoa na minha vida porque já aprendi com a nossa.

Ela foi-se, Sara! Foi por ti que ela se foi embora mesmo tu não estando. Sinto-te tão presente em mim, tão presente em nós. Espera-me. Quero ver-te daqui, meu amor. Ver-te em slow-motion para que o tempo quase nunca passe. Quero ver-te daqui, meu amor. Deste meu sofá.


Hipocondrice


Há dias em que morro e há dias em que ressuscito.
E é assim a minha vida de hipocondríaco (ahahah, até rima).
Mas fico mais feliz sabendo que todas as bocas do mundo acreditam que vivemos mais tempo do que o comum dos mortais. Eu não acredito. Mas fico mais reconfortado sabendo que acreditam em mim. Uma fórmula de poderem dizer “Não é nada. Vais ver que não é nada. Isso passa. Tanto alarido e quem morre primeiro sou eu, vais ver”. Eu não acredito neles.Quando o coração bate mais forte, as pernas tremem e perdem a força, quando o suor escorre pela testa e cai em bica do nariz, qual pingo quando se está com gripe, quando nesse preciso momento o coração parece querer-nos sair da boca… quando a náusea se torna vómito… até o gajo-da-mente-sã fica preocupado. E apetece sempre dizer-lhe “Não é nada. Vais ver que não é nada. Isso passa. Tanto alarido e quem morre primeiro sou eu, vais ver”. Mas eu sei o que é que se passa com ele ou não fosse eu hipocondríaco, médico sem curso.Também me delicio com as pessoas que dizem que desperdiço muito tempo comigo mesmo, que são tudo paranóias. E eu sei que são só que não me apetece nada admitir. E estão mortinhas por me pedirem um comprimidinho qualquer para uma qualquer dor sem importância. Só para se sentirem na pele de um hipocondríaco. Mas não é a tomar ou a pedir comprimidos que o conseguem. E eu, porque sei que não têm nada, lá lhes dou um dos meus. Pensando eles que levo a farmácia toda atrás de mim. E quando não tenho o tal comprimidinho para a tal dorzita deles, ficam indignados. Digo-lhe que já acabou e sentem-se melhores com isso porque, pelo menos, acham que fui eu que os tomei. “Isso são paranóias, Rapé, são paranóias!”.E ao contrário do que se possa imaginar e definir, o meu estado de hipocondrice, não é o sentir que tenho a morte ao meu lado, ou que a doença é a minha melhor amiga. Ser hipocondríaco, é sim, esperar pelo dia em que se volta a sentir outra coisa. A mesma ou diferente. Mas sentir. E “sofrer” enquanto se espera. É nisso que me fundo. E é nisso que me divirto.
Tive que mudar de médica.
Há uns anos ela descobriu que era hipocondríaco. Eu também.
Dantes também não sabia disfarçar o bastante.
Em 3 semanas, 4 consultas. O mesmo sintoma. A garganta, as amígdalas:
(1).
- Doutora, dói-me a garganta. Muito mesmo. Estou assim, faz dias.
- Tens uma pequena irritação. Deve ser deste tempo. Isso passa.
(2).
- Doutora, a garganta continua a doer. Estou rouco também.
- Devem ser bichas… já tomaste o medicamento, o remédio das bichas?
- Como? Bichas?
- Pode interferir. Toma também cházinhos de limão.

“Pode interferir”… foi aí que me quis conhecedor de toda a filosofia médica. As Bichas interferem nas dores de garganta e provoca amigdalites. “Raios”, se elas interferem nesta zona, que dizer que subiram do intestino para o esófago e por conseguinte são bem capazes de chegar ao cérebro…

(3).
- Doutora, o chá não fez o efeito devido… estou pior…
- Bem, experimenta um chá casca de cebola.
- Mas… ok…
(4).
- Doutora, queria um P1 para o otorrinolaringologista. Não estou a chamá-la de ignorante, não…É que se quisesse ir a um naturalista, não tinha vindo cá… obrigado.

Seis meses depois, fui operado e não tive mais problemas. Desta vez, ganhei.

Isto para dizer que, por ser o que tenho, há médicos que não acreditam em nós, mesmo nós e eles a saberem que temos alguma coisa.
- Tu tens é tensões e pressões dentro de ti. Vai a um psicólogo, ia fazer-te bem.
- Senhora doutora, devia era fazer uma dissertação sobre “As bichas no foro respiratório”. Talvez uma nova monografia.

É nestas alturas que acredito cada vez mais no que posso vir a sentir do que naquilo que me dizem que tenho na realidade.
Agora tenho um novo médico.
Que diz mal da minha antiga médica e tem paciência para a hipocondrice. Damo-nos bem.
Quando tenho alguma coisa, ou penso que tenho, tenho sempre por bem dizer-lhe quais os exames que devo fazer e tudo o que devo tomar. Ele fica de olhar pensativo, sorri e sabe que nem tudo são tensões e pressões dentro de mim. Sabe que sinto e que sei. E sabe que só não posso ser médico porque não vale a pena.
As pessoas acham isto estúpido, doentio e parvo e outras coisas mais. Mas também sei que essas mesmas pessoas têm em si coisas tais, também estúpidas, doentias e parvas. Estamos empatados.
Ser-se hipocondríaco é ter medo… medo não… receio…
Ser-se hipocondríaco é ter receio de poder vir a ficar doente;
Ser-se hipocondríaco é ter receio de estar doente antes que a doença apareça;
Ser-se hipocondríaco é ter receio de que uma doença passageira se torne crónica;
Ser-se hipocondríaco é ter receio de morrer em sofrimento;
Ser-se hipocondríaco é acordar todos os dias com um problemazito de afinação. Só para não dar nas vistas, ou tentarmos não parecer perfeitos.
Ser-se hipocondríaco é saber quais doenças existem e acertar no nome delas logo nos primeiros 5minutos de cada episódio do Dr. House.

Só sei que ser hipocondríaco e ser-se saudável, sem se saber.

Um dia...


Um dia...
Olhamos-nos...
depois desviamos o olhar para o verde prado
onde corria a brisa do crepúsculo, como de costume.
E demos as mãos.
Dá-se uma brisa maior e escorregas precipício abaixo. Eu ainda tento chamar-te com medo que te fosses mesmo embora.
Já não me respondes.
Não percebo porque te foste assim...
Sem avisar. Sem dizer nada.
Nem um grito, nem um susto.
Nada.
Acho que vou continuar sentado.
Aqui.
À tua espera.
... Com vontade e desejo, que te arrependas e voltes.

Lá estava ela...

Namoravas-me.


Havia dias que namorávamos. De longe. Mas nenhum dos dois queria dar o braço a torcer.

Um dia, num supermercado (daqueles perto de nós), desviei o olhar ao meu pensamento de ter que ir à secção de legumes, e lá estavas...

Pequenina, vestida de preto... não resisti.

Encostei-te a um canto, delineei-te com as minhas mãos e... devorei-te...

Minha pequena e nova embalagem de batata frita LAYS GOURMET.




É URGENTE APRENDER A ESCREVER


Bem sei que numa certa idade, numa certa idade já avançada, as pessoas deixam de se interessar pelo que são e recorrem às suas mais necessidades. Como é o caso do fecho das Urgências do Hospital de Anadia.
Mas nem sempre a indignação é a mesma quando se luta pelo mesmo. Eu explico:
eu poderia estar na mesma manifestação. Estou pelo povo. Já que faço parte dele. Mas provavelmente estaria na mesma manifestação mas por outra razão.
A escrita.
Ajudar quem anda na luta a escrever bem, para os próprios se fazerem entender. Pois reparem nos cartazes das senhoras-da-luta. (clicar na foto para ampliar)
A mais rechonchudinha escreve: "Correia Campos tanto mentiu que até FOGUI".
A senhora magrinha de óculos escreve: "Sra Ministra EMPÔNHA autoridade. Anadia precisa das urgencias urgencias".


Vamos malta. Vamos é reabrir uma escolinha. Há tanto senhor e tanta senhora com licenciaturas à espera de uma vaga numa escolinha para ensinar alguém a ler e escrever...
Depois sim, fazemos as lutas que quisermos... maaassss.... só depois de comerem a sopa.

Post "Castro Guedes" retirado do blog

Após a recepção de dois comentários de um anónimo que assinou o nome “Afonso”, pensei: Porra, quem estará assim tão indignado com o que penso? Como apareceu aqui do nada, num blog tão pouco popular? Será que tenho que escrever sobre mais gente mas, desta vez, de forma gratuita para que este blog tenha mais leitores?
A resposta para tudo isto foi quando escrevi o nome do senhor em questão na net. E lá estava o post no nº2 da lista do Google e com o título em letras gordas.
Achei por bem retirar. No fundo e a princípio apenas quis mostrar a minha indignação perante tal notícia que tinha encontrado num outro blog. E também o facto de estar na lista do Google, o título estar a letras gordas, seria parecer dar demasiada atenção à notícia não-notícia.
E como o caro leitor-comentador do post disse: “diz-me lá onde é que o teu blog tem coisas com interesse???”… foi aí, então, que se deu luz…
Falar sobre o senhor em questão não tem qualquer interesse neste blog. Assim também para não ferir a “honra” e “ desonra” de ninguém.
Agradeço ao caro Afonso pela explicação sobre a ESCOLA DO ESPECTADOR mesmo não me convencendo. Assim como a ideia de escrita sobre Sarah Kane num livro. Seja prólogo, seja epílogo ou mesmo heterónimo com nome Sarah Kane.
Pode ser-se um bom escritor e intelectual, fascista ou não, estudioso de princípios, ditador, pensador… mas quando se chega à prática e nada de novo aparece, isso continua a ser igual a muita coisa que anda aí. E não precisamos de ir ao estrangeiro. A não ser para passar férias e voltar. Quando há tempo para isso.
Como é óbvio, não vou pedir desculpa de uma coisa pela qual defendo, assim como dar razão ao caro comentador.
Apenas os pedantes é que me tiram do sério. E o seu discurso não foi suficientemente capaz para lhe responder em prosa enquanto puxo de um cigarro e travo em álcool.
E só por causa do seu comentário reles, de escrita pseudo-artística que não passa da introdução, de um “sensacionalismo pós-modernista que caiu em desuso” e na tentativa de me mandar para um certo sitio (porque eu não vou assim quando me pedem), este blog recebe o novo prémio:

“Acredito em jornais e como cocó”

(acrescento ainda nos comentários deste post, os comentários do post eliminado.
vivemos numa democracia e como tal, o direito à expressão é livre. por isso, quem é susceptível a tentativas de língua grosseira, não deve ler os comentários
).


P.S.:
Caralho, segundo uma lenda urbana sem qualquer fundamento mas bastante difundida na internet, seria na verdade o nome que se dava, nas antigas embarcações, como as caravelas usadas nos Descobrimentos portugueses e espanhóis, à cesta onde ficavam observadores a mirar o horizonte em busca de sinais de terra ou de outras embarcações.

O cesto da gávea, por exemplo, seria o caralho que ficava neste mastro, que, nas embarcações que a possuíam, era a mais alta e, portanto, o ponto de melhor observação.

Nomeado

Como não recebo nenhum "prémio" de ninguém quanto a este blog;
e estando eu próprio farto de ver imagens (com desenhos e a dizerem "viva, tens o melhor blog alguma vez escrito") em todos os blogs possíveis e imaginários, decido nomear a este blog, todos os "prémios" que encontrei. Isto numa forma de anunciar que estou cheio de dores de côto, pelo meu blog continuar a ser dos menos lidos, já que também não tem qualquer interesse para os leitores.
Aqui vai, a nomeação de melhor blog alguma vez feito em todó mundo.



Ora Fo##-##!!!

Os segredos do estado "civil" em língua aifaiviana


"Solteiro" - Disponível para relacionamento ou algo menos.

"Comprometido" - Indisponível por tempo indefinido.

"Casado" - Já atinei. Agora não me meto nisso.

"Relação aberta" - Estou cheio(a) de fome, diz qualquer coisa que a gente já se fala. Percebes??... Já se FALA!

"Digo-te depois" - Depende de quem sejas.

Antes de cheirar rapé, já tentava escrever coisas tipo... sobre coisas

- Sinto a libido subir-me pelas veias quando vos vejo, mamas;
A não ser que me mostres a outra coisa primeiro.

- Dizem que és boa como o milho, mas quando olho para ti não salta nenhuma pipoca.

- Se a vida fosse tão bela como dizem, matava-me agora mesmo.

- Filhos da puta dos filhos da puta.

- Não cortes o mal pela raiz; arranca-a, seca-a e queima-a até ficar em cinzas. Ou já agora, aproveita-a e faz delas brasas para o fogareiro.

- Um poço é quase tão fundo quanto a tua vagina. Eu inteiro sou pequeno demais para encher um poço. A minha pila na tua vagina fica com 2 centímetros de fora.


24/07/2001

"Noite de Maio ou a afogada"

"Vai baixo o sol, perto a noitinha,
vem ter comigo, minha alminha!
- Não, vejo que a minha linda de olhos claros pegou bem no sono. Gália, Gália! Dormes, ou não queres sair para mim? Tens medo que alguém nos veja ou, então, não queres assomar a tua carinha branca ao frio! Não tenhas medo, não há ninguém, e a noite está tépida. Mesmo que apareça alguém, cubro-te com a minha suitka, enrolo-te no meu cinto, escondo-te nas minhas mãos, e já ninguém nos vê. Mesmo que sopre o frio, aperto-te ao meu coração, aqueço-te com beijos, agasalho os teus pezinhos brancos no meu gorro! Meu coração, meu peixinho, meu colar! Sai, só por um bocadinho. Assoma aos menos à janela a tua mãozinha branca... Não, não estás a dormir, rapariga orgulhosa!
Gostas de gozar comigo, adeus!"

-Noites na Granja ao pé de Dikanka-
Nikolai Gógol


A dar moedas...
como quem dá milho aos pombos.

Se todos falassemos assim o português era uma merda.

Era uma vez uma vAlha senil que estava no seu quarto. Às tantas, tropeça na carpete e cai de joAlhos no chão e bate com a cabeça no espAlho. O neto, que por acaso tinha acabado de chegar das jaulas, ouviu o barulho e foi socorrer a avó senil que jorrava sangue vermAlho vivo da tola.
o puto ao ver aquilo só quis foi tapar os jolhos mas pôs foi as mãos nos jouvidos de maneira a não ouvir a vAlha a berrar: "Ai que a minha cara está cheia de sangue e o espAlho foi tão caro que me custou os jolhos da cara". O pai do puto que tinha chegado, ao ver a confusão, perguntou: "Oh filho, tu não devias estar nas jaulas em vez de estares em casa? Deixa estar a tua avó que eu já colo o espAlho com a cola-tudo. Oh mãe, deita-te um bocadinho na cama que se estiveres deitada e com a cabeça mais para baixo, o sangue já estanca."
a vAlha morreu, o puto foi para as jaulas, e o pai colou o espAlho.
E tudo continuou bonito.

Mesmo não existindo, há sempre algum merdoso...


Para ti,
Para ti menina do
...”Amo-te eternamente”...


Era uma manhã de Inverno e parece que choveu na minha cama. Quando se tem febre, diz que faz bem suar. Pelo menos um pouco. Mas esta manhã pareceu que tomei um banho. Pois, o suor era tanto que quando acordei, estava deitado numa poça. Mas nada suja. Porque tomei banho antes de ir dormir, os lençóis eram novos e eu apenas bebo água mineral Luso.
Ben-u-ron, cêgripe, ilvico, antigripine, maxilase... nem um resultou para que de manhã estivesse óptimo para trabalhar. Hoje faço de palhaço mais uma vez. O meu nariz já está vermelho de tanto assoar. Maldito seja o dia em que me lembrei de mudar as telhas partidas num dia de chuva. Agora sofro as consequências.
Hoje não dormiste aqui.
O teu lugar está seco. Limitei-me ao limite do meu espaço mesmo tu não estando, podendo chegares. Com certeza ficaste a fazer horas depois do teu turno, ou então... não sei.
Água fresca para acordar. Dói a garganta. A água fria faz doer a garganta quando molha a cara.
39ºC de febre esta manhã e tu que não voltas.
Precisava dos teus beijos para que depois ficasses doente como eu e pudesses fazer-me companhia. Ou espirrar para cima de ti, de propósito, e dizer-te que foi sem querer, só para que ambos passássemos pelo mesmo. Juntos. Não gosto de ser egoísta, mas penso que se o fosse desta maneira seria saudável. Não te desejo pior. Apenas mimo. Sinto-me carente quando estou doente. E é tão verdade quanto estas palavras rimarem.
Mas não estás. Sais às 08h e voltas 22h. Mas hoje... ainda não voltaste... deves ter feito horas extra... ou então não sei.
Diz que chá de limão faz bem, mas como sempre, prefiro iogurte. Adoro beber iogurtes que não são para beber. Enchogalha-se o iogurte até ficar líquido espesso e sabem melhor que os líquido. Ainda sem abrir, e como hoje a manhã está soalheira, ponho-o no parapeito da janela a ver se ele aquece um pouco ou, pelo menos, não fica tão frio. Porque assim não aleija tanto a garganta.
Procuro vestir-me apressadamente. Detesto comer à pressa. Por isso prefiro arranjar-me rápido que deglutir até me engasgar. Minimamente bem agasalhado, volto à janela e procuro beber o iogurte de comer. Um carro que não conheço aproxima-se e pressinto-te. De persiana ainda a meio , observo-te de maneira que não me vejas, por entre as frinchas. Que puta de carro em que tu vens. Negro, vidros negros. Apenas dois vultos. O teu torna-se figura quando sais. Vens a sorrir e riste-te lá para dentro. Contente, feliz, e eu triste por ver-te feliz.O teu casaco na mão mesmo com este frio. A tua cara pálida e ainda inchada da manhã. Mesmo ao longe conheço-te e recorto-te.
O primeiro do teu longo turno chegava ao fim.
O doutoreco merdoso trouxe-te; e a menina enfermeira com sida, molhadinha com a sua companhia.
Afinal... o turno... pois, as horas extra.
Seria agora o momento certo para confrontar-te com a realidade que deixaste em casa. O casamento.
Como o iogurte à pressa e engasgo-me. Procuro chegar a tempo antes que o merdoso parta sem mim. Ao descer as escadas, planeio um ataque maquiavélico, algo maldoso para atirar-te à cara e partir o merdoso à porrada.
Abro a porta com a esquerda e dou-lhe um murro com a direita. Depois puxo-o pela gravata, faço-lhe lamber o chão e, como sei, procuras separar-nos. A ti, pego-te pelos cabelos e faço-vos berrar de dor. Pego o merdoso pelo cachaço, abro-lhe a boca no lancil do passeio até ferrar os dentes na pedra. E pumba. Esmigalho-lhe o crânio. E tu vais ficar na merda por continuar comigo, palhaço com gripe. Agora! Que eu depois vou ficar bom. Portanto, depois de planear tudo isto, chego bem no momento da despedida e sorrizinhos cínicos.
Dizes: “Vai para dentro que está frio”.
Eu, olhos arregalados e a cambalear, sorrio rasgado pela inércia de poder vir a falhar o plano. Tu, de encontro a mim, preocupada com a situação, tentas impedir-me que continue a aproximação com o carro porque, como sabes, tu sabes que eu sei.
Enfrento o vulto. A porta abre. A tua mãe!, era a tua mãe o vulto, o doutoreco merdoso pelo qual tive medo.
Um carro novo, diz que comprou um carro novo para nós. O carro, a puta do carro dos vidros negros. Diz que dormiste lá em casa. Quis levar-te de manhã no carro novo e fazer-te a surpresa de o dar no final da viagem.
Digo-lhe um “Olá” quase que abafado e um “Obrigado” entre dentes. A ti, um olhar gasto pela euforia interior, mas resguardado pelo teu toque no meu braço. Tenho a desculpa de que a febre pode fazer destas coisas. Ainda descalço na calçada e de pés numa poça, abraças-me e levas-me para dentro. Sinto que a gripe vai ficar pior.
Vou precisar agora dos teus beijos para que depois fiques doente como eu. É bom ser egoísta desta maneira. Tudo para que ambos possamos passar pelo mesmo.Juntos. Isso, mimo e um chá de limão.

Uma última homenagem aos DZR'T


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Teatro da Palmilha Dentada

"BUCKET"
Texto e encenação
de Ricardo Alves.
Direcção musical de Rodrigo Santos.
Interpretação de Daniel Pinto, Ivo Bastos e Rodrigo Santos.
Voz-off de Hélder Guimarães.

Sala Estúdio Latino (Sá da Bandeira)
Terça a Domingo,
sempre às 21h46
11 Janeiro a 17 Fevereiro

A Lei do "amor"

De mão na boca e de perna alçada,
Alice de 13 anos sofria constantemente e de bom agrado,
a violação consentida de Mauro.
O namorado de 18.

Continuará a ser violada nos próximos 5 anos... Felicidades para eles.

Estou a conseguir, malta!!!...


Há já um mês
que estou em celibato
de mim mesmo.

Ai ai ai esta malta das casas...